O Festival Futurama inicia hoje, 28 de novembro, a sua programação em Alvito, um novo território do Baixo Alentejo a integrar o projeto cultural que promove arte, identidade e reflexão sobre o futuro. As atividades prolongam-se até amanhã, dia 29, com momentos dedicados à fotografia, à sustentabilidade, ao cante alentejano e à criação contemporânea.
Esta sexta-feira, às 15h00, é inaugurada a exposição O Silêncio da Terra, uma criação do fotógrafo David Infante em parceria com alunos da Escola Profissional de Alvito. O trabalho resulta de um exercício de observação do território e das várias interpretações sobre sustentabilidade, não como conceito fechado, mas como um sistema vivo de relações que se alteram, persistem ou desaparecem. O projeto propõe um olhar simultaneamente poético e crítico sobre estas dinâmicas. A mostra estará patente no Centro Cultural Raul de Carvalho até 5 de dezembro.
A programação continua amanhã, 29 de novembro, com a constelação “O cante como futuro”, às 11h00, na Taberna Papa-Borregos. A sessão, com Ana Santos, Bruno Tasanis e Paulo Ribeiro, assinala os 11 anos da elevação do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O objetivo é refletir sobre a preservação desta prática e as estratégias necessárias para garantir a sua transmissão às novas gerações, sublinhando o cante como expressão viva e em contínua evolução.
O encerramento do Futurama em Alvito acontece às 15h30, com a apresentação da 4.ª edição do Cantexto, um concerto que une o cante alentejano a poemas contemporâneos, num cenário absolutamente singular: as Grutas do Rossio. Recentemente requalificadas e encerradas ao público durante vários anos, as grutas recebem pela primeira vez um espetáculo musical.
Participam nesta edição o Grupo Coral de Mombeja, com poema de Cláudia Lucas Chéu; o Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias”, com texto de Miguel Castro Caldas; o Grupo Coral Feminino “Madrigal”, de Vila Nova de São Bento, com poema de Pedro Chagas Freitas; o Grupo Coral “Os Ceifeiros de Cuba”, interpretando texto de Kalaf Epalanga; e o Grupo Coral “Os Boinas”, de Ferreira do Alentejo, que dará voz a um poema de Luísa Sobral.
O Festival Futurama reforça assim a sua missão de ligar território, arte e comunidade, promovendo novas leituras sobre o património cultural do Alentejo e abrindo espaço para a sua reinterpretação.