No distrito de Beja, o escândalo da alegada exploração de imigrantes continua a ganhar força. A ministra da Administração Interna ordenou a abertura de processos disciplinares aos dez militares da GNR e ao agente da PSP detidos na operação “Safra Justa”, todos suspeitos de integrarem uma rede criminosa que controlava centenas de trabalhadores estrangeiros.
A Inspeção-Geral da Administração Interna já pediu ao Ministério Público o envio dos elementos do processo para avaliar eventuais medidas cautelares. Recorde-se que, apesar das suspeitas graves, os 11 elementos das forças de segurança foram libertados com termo de identidade e residência devido à impossibilidade de o tribunal considerar escutas telefónicas não transcritas.
Entretanto, os militares da GNR já regressaram ao serviço, reacendendo a polémica. A operação da Polícia Judiciária deteve ao todo 17 pessoas, incluindo seis civis – quatro portugueses e dois estrangeiros – entre os quais o alegado cabecilha da rede, que terá explorado trabalhadores estrangeiros através de coação e ameaça. O caso continua sob investigação apertada.