A atual administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo não deverá ser reconduzida. A informação foi confirmada pela Rádio Pax junto de fonte do Ministério da Saúde. A mesma fonte adianta que a ministra Ana Paula Martins prepara-se para anunciar, em breve, os novos nomes que irão compor a liderança da ULSBA.
A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo integra o conjunto de dez ULS do país cujos conselhos de administração terminaram funções no primeiro dia de 2026, abrindo um período de expectativa quanto às futuras nomeações no Serviço Nacional de Saúde.
Segundo a Direção Executiva do SNS, cessaram igualmente os mandatos das administrações das Unidades Locais de Saúde do Nordeste, em Bragança, de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, de São João e Santo António, no Porto, de Matosinhos, de Coimbra, do Médio Tejo, em Abrantes, de São José, em Lisboa, e do Litoral Alentejano, com sede em Santiago do Cacém.
A Direção Executiva do SNS esclareceu apenas que a nova administração da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro já foi designada em Conselho de Ministros no passado dia 11 de dezembro, mantendo-se por conhecer as restantes nomeações, incluindo a da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.
Entretanto, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esclareceu ontem que os autarcas não fazem parte do processo de nomeação de administrações das Unidades Locais de Saúde (ULS) e que essa responsabilidade cabe ao Governo.
A ministra foi questionada pelos jornalistas, na Figueira da Foz, sobre a posição assumida por autarcas e comunidades intermunicipais (CIM) em defesa da manutenção em funções de alguns conselhos de administração de ULS.
Na ULS de Coimbra, por exemplo, a substituição do presidente do conselho de administração, Alexandre Lourenço, foi contestada pelas CIM de Coimbra e de Leiria.
“Os autarcas não fazem parte do processo, não é? Os autarcas têm outros processos e, nomeadamente, decidem sobre a sua autarquia”, alegou Ana Paula Martins.
A governante notou, no entanto, que os presidentes dos municípios “têm uma coisa muito importante”, ao nível das comunidades intermunicipais, “que é decidirem quem são os membros, ou o membro, que indicam para os conselhos de administração”.
“Isso é aquilo que compete aos autarcas. E nós temos um grande gosto de receber nos conselhos de administração esse contributo, que é fundamental, da parte dos autarcas”, disse a governante.