Beja destacou-se em 2025 com um ligeiro aumento no número de recém-nascidos submetidos ao “teste do pezinho”, no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal. No distrito foram rastreados 1.048 bebés, mais 28 do que em 2024, acompanhando a tendência nacional de crescimento deste exame essencial para o diagnóstico precoce de doenças graves.
Em todo o país, foram realizados 87.708 testes em 2025, mais de três mil face ao ano anterior. Os distritos de Lisboa (26.595) e Porto (15.656) lideram em número absoluto de rastreios. Portalegre (574), Bragança (587) e Guarda (672) registaram os valores mais baixos.
Coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o programa permite identificar precocemente 29 doenças raras e graves, entre as quais o hipotiroidismo congénito, a fibrose quística, a drepanocitose e a atrofia muscular espinal. Em 2025, foram diagnosticados 147 novos casos em Portugal, permitindo o início rápido do tratamento e evitando consequências irreversíveis, como défices intelectuais ou neurológicos.
O chamado “teste do pezinho”, realizado com uma simples recolha de sangue no pé do bebé, tem uma taxa de cobertura de 99,5% e possibilita que o tratamento comece, em média, dez dias após o nascimento, reforçando o papel decisivo deste rastreio na proteção da saúde infantil.