A Associação de Proprietários e Beneficiários do Alqueva defende que o empreendimento de Alqueva é um investimento estratégico para o país e não um encargo para o Estado. Em comunicado, a APBA reage às recentes notícias sobre o aumento de capital de 4 milhões e 360 mil euros na EDIA, considerando que a análise feita ignora o contexto histórico e a utilidade pública da infraestrutura.
Segundo a associação, a necessidade de aumentos de capital resulta da perda da principal fonte de receita da EDIA em 2007, quando o Estado vendeu à EDP os direitos de produção de energia. A APBA sustenta que, se essa receita tivesse sido mantida, a empresa seria hoje financeiramente autónoma, defendendo que o Estado está apenas a devolver, de forma faseada, verbas retiradas no passado.
A associação lembra ainda que, antes da construção do Alqueva, o rio Guadiana provocava cheias frequentes e destrutivas, enquanto hoje o sistema gerido pela EDIA funciona como proteção de pessoas e bens no Baixo Alentejo e no Algarve, evitando elevados custos em situações de emergência.
No comunicado, a APBA sublinha também o papel do Alqueva no abastecimento público de água a cerca de 200 mil pessoas e na resiliência da agricultura em períodos de seca extrema. Recorda que a expansão da área regada resultou de decisões estratégicas de sucessivos governos e que o atual aumento de capital serve para concluir infraestruturas que valorizam o território.
Por fim, a associação destaca o retorno fiscal e social do projeto, afirmando que o investimento público é recuperado através do aumento das receitas fiscais e da criação de emprego, defendendo que o Alqueva é hoje um dos principais motores económicos e de fixação de população no sul do país.