Mau tempo: Igreja identifica estragos em 185 edifícios

Mau tempo: Igreja identifica estragos em 185 edifícios

O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja identificou “danos significativos” em 185 edifícios de vários distritos, com diferentes níveis de gravidade, causados pelo mau tempo das últimas semanas, anunciou hoje aquela entidade.

Em comunicado, aquele órgão da Conferência Episcopal Portuguesa refere que os números dizem respeito a espaços dos distritos de “Leiria (claramente o mais afetado), Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco”, mas são ainda provisórios, visto que a permanência do mau tempo “motivou que também tenham ocorrido danos em património religioso das dioceses de Setúbal, Évora e Beja”, que ainda estão a ser identificados.

“A continuidade do vento e da chuva nos últimos dias adensou a precariedade e a degradação do património afetado, sendo que muitos bens móveis foram retirados pelas comunidades para locais seguros e o património integrado, quando possível, foi protegido com plásticos e lonas”, pode ler-se no comunicado.

De acordo com o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, foi criada uma “bolsa de técnicos de conservação e restauro, arquitetos, sineiros, entre outros” para recuperar o património atingido, tendo também o Fórum de Conservadores Restauradores organizado “brigadas de intervenção rápida”.

“Para a recolha de fundos especificamente destinados à recuperação do património remetemos todos os que desejarem contribuir para a campanha iniciada pela Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre). Face à dimensão da catástrofe todos os apoios e contributos são necessários e importantes”, apelou aquela estrutura religiosa, que dirigiu um agradecimento à ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e ao presidente do instituto Património Cultural, João Soalheiro.

Na semana passada, o ministério de Balseiro Lopes dava conta de estragos identificados em cerca de 50 monumentos e museus de 20 concelhos, onde houve danos nas coberturas, em pavimentos e instalações elétricas, inundações e derrocadas.

Entre o património religioso danificado, estavam identificadas a Sé Nova e a Sé Velha de Coimbra, a Igreja de São Bartolomeu e a Igreja de Santa Justa, na mesma cidade; a Igreja Paroquial de Brenha e a Capela da Leirosa, na Marinha das Ondas, no concelho da Figueira da Foz; a Igreja Nova e a Igreja Velha de Vermoil, assim como as igrejas da Guia e de Santo Amaro, em Pombal.

Em Leiria, estavam também sinalizadas as igrejas de Azoia, Barosa, São Francisco, de Pousos e o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação.

A lista então divulgada pelo instituto Património Cultural incluía ainda igrejas de Além da Ribeira, Alviobeira e de Casais, em Tomar, a Igreja da Misericórdia de Aveiro, a Igreja Paroquial do Sebal Grande, em Condeixa-a-Nova, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Montalvão, a Igreja de Nossa Senhora da Graça de Nisa, o Convento de Santo António e a Igreja de São Miguel, em Penela, assim como a Igreja Matriz de Assentiz, em Torres Novas, além das igrejas de Ansião, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere.

As obras de recuperação de património cultural deverão exigir um investimento de cerca de 20 milhões de euros, segundo Margarida Balseiro Lopes, em declarações feitas na terça-feira da semana passada, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Rádio Pax / Lusa

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