As escolas profissionais estão a funcionar com tabelas de financiamento desatualizadas há mais de 15 anos. A denúncia foi reforçada pelo presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis, e pelo responsável da Escola Profissional de Odemira.
Paulo Trindade, diretor da escola de Odemira, considera a situação “insustentável”, sublinhando que os custos têm aumentado, nomeadamente com pessoal, sem qualquer revisão dos apoios. A escola, com um orçamento de cerca de dois milhões de euros, enfrenta dificuldades crescentes.
Também Amadeu Dinis lembra que os valores foram fixados em 2010 e nunca atualizados, apesar de uma inflação acumulada de cerca de 32%. Ainda assim, adianta que o Governo já assumiu o compromisso de rever os financiamentos no próximo ano letivo.
Apesar das dificuldades, a escola de Odemira continua a destacar-se como exemplo nacional na integração de jovens imigrantes, num contexto em que o ensino profissional acolhe mais de 50 mil alunos em todo o país.