A nova residência de estudantes do Instituto Politécnico de Beja deverá entrar em funcionamento durante o mês de junho, podendo até abrir portas antes dessa data. A garantia é da presidente da instituição, que assegura que as equipas estão a trabalhar intensamente para cumprir este prazo.
A responsável aponta questões técnicas e burocráticas como principais causas para o adiamento, nomeadamente problemas relacionados com ligações elétricas e outros procedimentos necessários ao pleno funcionamento do edifício, além de entraves administrativos a nível nacional.
A residência, considerada uma peça-chave na estratégia de atração de estudantes para o Politécnico de Beja, é vista como essencial para o crescimento da instituição e para reforçar a sua competitividade.
Apesar destas garantias, o caso continua envolto em polémica. O ministro da Educação já manifestou preocupação com o facto de a infraestrutura, inaugurada em setembro de 2025, continuar sem qualquer aluno alojado. O governante aponta o exemplo de Beja como reflexo de falhas no modelo de gestão das residências.
Também no Parlamento surgiram críticas, com dúvidas sobre a gestão do projeto e sobre o timing da inauguração, que ocorreu poucos dias antes das eleições autárquicas.
Com um investimento de cerca de 22 milhões de euros e capacidade para mais de 500 camas, a residência “Europa” permanece encerrada meio ano depois da sua inauguração, numa altura em que o ensino superior na região enfrenta desafios ao nível da procura.
A pressão aumenta agora para que o equipamento entre rapidamente em funcionamento e cumpra o objetivo para o qual foi criado: apoiar estudantes e contribuir para a fixação de população no território.