No Alentejo Litoral, mais de metade, e em alguns casos a totalidade, dos alunos frequentam escolas sinalizadas como necessitando de obras urgentes, segundo um estudo da Universidade do Minho.
O diagnóstico revela que, a nível nacional, 451 edifícios escolares transferidos para os municípios precisam de intervenção, muitos com mais de 30 anos. Ainda assim, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, admite que não há recursos para resolver todos os casos.
“O país não tem capacidade de construção para isto”, afirmou, acrescentando que estão disponíveis 1.550 milhões de euros para intervir em 387 escolas até ao final da década, ficando outras de fora.
O estudo aponta ainda para falta de financiamento às autarquias, com muitos municípios a suportarem custos superiores aos apoios recebidos, sobretudo em áreas como refeições escolares e contratação de pessoal.
Apesar das dificuldades, o Governo garante que vai manter a lista de prioridades já definida, apostando numa intervenção faseada e direcionada às escolas mais críticas.