Beja está em contraciclo com o resto do país no que diz respeito ao mercado de arrendamento, registando uma subida expressiva das rendas numa altura em que, a nível nacional, os preços estão a cair.
Segundo o índice de preços do idealista, as rendas em Portugal desceram 1,2% em março face ao mesmo mês de 2025, confirmando uma tendência de queda há três meses consecutivos. No entanto, o Alentejo seguiu o caminho oposto, com um aumento anual de 5,3%.
O destaque vai para o distrito de Beja, onde as rendas dispararam 15,3% num ano, uma das subidas mais acentuadas do país. Atualmente, o preço mediano de arrendamento fixa-se nos 10,6 euros por metro quadrado.
Também no Alentejo, o distrito de Portalegre registou uma subida de 7,2%, enquanto Évora teve um aumento mais moderado de 4,2%. Ainda assim, a cidade de Évora apresenta um custo mediano de 12,3 euros por metro quadrado, com uma ligeira subida de 0,6%.
Apesar destes aumentos, o Alentejo continua abaixo das regiões mais caras do país. A Área Metropolitana de Lisboa lidera com 19,6 euros por metro quadrado, seguida do Algarve, com 15,2 euros.
No conjunto da região, o preço mediano fixou-se nos 11,6 euros por metro quadrado, colocando o Alentejo numa posição intermédia no panorama nacional.
Os dados mostram assim um cenário desigual no país, com o Norte e o Algarve a registarem descidas nas rendas, enquanto o Alentejo se destaca como uma das regiões onde arrendar casa está a ficar mais caro.
O índice do idealista baseia-se nos preços anunciados no mercado e reflete a mediana dos valores por metro quadrado, excluindo casos considerados fora do padrão.