A presidente da Junta de Freguesia de Ferreira do Alentejo, Sandra Albino, eleita pela CDU assim como os candidatos à respetiva assembleia de freguesia, anunciaram a sua renúncia ao mandato.
A instabilidade vivida desde as eleições autárquicas de outubro determinou esta decisão.
Em comunicado enviado à Rádio Pax, o Partido Socialista de Ferreira do Alentejo, sublinha que “já desde novembro de 2025, apontou a realização de eleições intercalares para os órgãos da freguesia de Ferreira do Alentejo, como solução para o impasse, teimosamente criado pela CDU”.
“Os eleitos do PS, só por si, não podiam provocar eleições face ao sistema legal”, lembram.
O PS acusa a presidente eleita, Sandra Albino, de ter impedido a assembleia de freguesia de aprovar um elenco do executivo viável.
O PS acusa “uma minoria da CDU” de pretender “impor soluções”.
O PS conclui que “haverá eleições, a marcar pelo Governo, e os ferreirenses terão a oportunidade de colocar a sua freguesia na normalidade administrativa, para voltar a servir a comunidade, liberta de partidarismos ultrapassados”.
A CDU de Ferreira do Alentejo vem a público dizer que “desde o primeiro momento, o PS optou por uma aliança de conveniência com o Chega, não para garantir estabilidade ou encontrar soluções, mas exclusivamente para bloquear e inviabilizar o funcionamento da Junta de Freguesia”.
“Esta opção revela uma prática de baixa política, onde os interesses partidários se sobrepõem, sem qualquer reserva, ao interesse público”, adianta a CDU em comunicado enviado à Rádio Pax.
A CDU lamenta que após sete Assembleias de Freguesia todas as propostas por si apresentadas tenham sido sistematicamente rejeitadas, “não por falta de mérito ou viabilidade, mas por uma lógica de bloqueio político premeditado”.
Para a CDU, o PS “nunca aceitou o resultado das eleições” e “preferiu promover uma estratégia de desgaste institucional, atrasando decisões, comprometendo o funcionamento da freguesia e prejudicando diretamente a população”.
A CDU assegura que “não teme o escrutínio democrático nem a realização de novas eleições. Pelo contrário, considera que devolver a palavra aos ferreirenses é a única forma de repor a legitimidade e a normalidade institucional”.
A CDU valoriza o que diz ser “a coragem e a coerência dos seus eleitos e candidatos que, de forma solidária, renunciaram todos aos seus mandatos, devolvendo aos ferreirenses a responsabilidade de decidir o futuro da freguesia”.