Beja, Castro Verde e Cuba estão entre os concelhos alentejanos onde os concertos de Pedro Abrunhosa geraram forte impacto económico em 2025, num total superior a 1,3 milhões de euros em toda a região, segundo um estudo inédito do IPAM.
A investigação conclui que os espetáculos de música ao vivo têm vindo a afirmar-se como motores económicos e turísticos nos territórios do interior, impulsionando setores como hotelaria, restauração, comércio e lazer.
No Alentejo, Montemor-o-Novo lidera o retorno económico estimado, com cerca de 418 mil euros, seguindo-se Grândola, com 384 mil euros, e Castro Verde, com um impacto calculado em cerca de 347 mil euros.
Em Cuba, os concertos analisados ultrapassaram os 170 mil euros de impacto económico, enquanto em Beja, os espetáculos realizados no Pax Júlia terão gerado mais de 70 mil euros.
O estudo do IPAM revela que mais de metade dos espectadores – 55 por cento – não residia nas localidades onde decorreram os concertos, e que 95 por cento dos visitantes viajaram propositadamente para assistir aos espetáculos de Pedro Abrunhosa.
Entre os visitantes vindos de fora, a despesa média rondou os 24 euros em deslocações e 22 euros em alimentação, com estadias médias superiores a duas noites e gastos em alojamento acima dos 60 euros por noite.
Ana Ramires, investigadora do IPAM e coautora do estudo, sublinha que os concertos revelam “uma forte capacidade de atração de visitantes e de prolongamento das estadias”, contribuindo para dinamizar as economias locais.
Já Isabel Machado, também investigadora do projeto, considera que a articulação entre cultura e turismo permite transformar os espetáculos em experiências completas, capazes de reforçar a ligação dos visitantes aos territórios.
A nível nacional, os concertos de Pedro Abrunhosa terão gerado cerca de 25 milhões de euros de impacto económico direto, com mais de 435 mil espectadores em espetáculos ao ar livre e em recinto fechado.
O estudo baseou-se em mais de 900 respostas recolhidas junto do público em várias regiões do país e é apontado pelo IPAM como uma investigação inédita sobre o impacto económico da música ao vivo em Portugal.