As previsões da Comissão Europeia para 2026 apontam para uma nova redução da produção de azeite, um cenário que poderá agravar as dificuldades dos olivicultores do Alentejo, a principal região produtora do país.
Apesar de Bruxelas antecipar condições meteorológicas globalmente favoráveis para a agricultura na União Europeia, o setor continua a enfrentar fortes desafios, sobretudo devido à inflação, aos elevados custos da energia e ao aumento das despesas de produção.
As estimativas indicam que, ao contrário dos setores dos laticínios, das oleaginosas e da produção de carne de suíno e de aves, a produção de azeite deverá voltar a diminuir, a par dos cereais e do açúcar.
No Alentejo, onde a olivicultura assume um peso determinante na economia agrícola, a perspetiva é acompanhada com preocupação. Os produtores continuam a sentir os efeitos da instabilidade internacional, com perturbações nas cadeias de abastecimento, preços elevados da energia e dificuldades no acesso a fertilizantes.
A somar a estes fatores, as elevadas temperaturas e a escassez de água continuam a pressionar as explorações agrícolas da região, colocando em risco as culturas de primavera e verão e aumentando a incerteza em torno da próxima campanha do azeite.
Perante este cenário, os agricultores alertam para a redução das margens de rentabilidade e receiam que a combinação entre custos elevados e uma menor produção comprometa a competitividade da olivicultura alentejana nos próximos anos.