A Administração da Santa Casa da Misericórdia de Serpa apresentou a demissão ao Presidente da Assembleia Geral.
Isabel Estevens, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, justifica a decisão com os últimos acontecimentos dentro da instituição.
A Assembleia Geral reprovou, no passado dia 27, a celebração de dois contratos de gestão partilhada com um grupo privado para as áreas sociais e da saúde.
De acordo com a Administração, esta era uma opção “estratégica” para solucionar problemas da Misericórdia que se arrastam há vários anos.
Isabel Estevens disse à Rádio Pax que a proposta reprovada “incidia essencialmente no início de produção da unidade médico-cirúrgica”.
A Provedora demissionária lembra que a Santa Casa de Serpa tem um PER – Processo Especial de Revitalização, homologado em 2025, assente na produção da unidade médico-cirúrgica.
Em seu entender é um “crime” ter aquela unidade concluída e parada.
“As soluções que nos colocaram nunca surgiram e fizemos tudo o que era possível para conseguir um parceiro. É verdade que era um parceiro privado. O aconselhamento foi dado pelo Secretário de Estado da Saúde, em 2025”, quando não havia outra alternativa, explica a Provedora.
Isabel Estevens assegura que a renúncia “foi uma decisão ponderada e pensada” por todos os administradores.
A Administração garante que desde janeiro de 2023 pretendeu sempre encontrar soluções para a “recuperação e sustentabilidade” da Santa Casa, nomeadamente com a União das Misericórdias Portuguesas.
Cabe agora ao presidente da Assembleia-Geral tomar uma decisão sobre o pedido de renuncia.
A Rádio Pax vai continuar a acompanhar a crise que se vive na Santa Casa da Misericórdia de Serpa.








