O Alentejo destaca-se do resto do país no consumo de medicamentos sem prescrição médica. Em 2025, pouco mais de um quarto da população com 15 ou mais anos declarou ter tomado este tipo de medicamentos nas duas semanas anteriores ao inquérito. É a percentagem mais baixa de Portugal.
Os novos dados do Instituto Nacional de Estatística colocam o Alentejo nos 26,2%, bastante abaixo da média nacional, que chegou aos 33,2%.
A diferença torna-se ainda mais evidente quando se olha para outras regiões. No Algarve, 38,6% da população declarou ter consumido medicamentos não prescritos, enquanto na Grande Lisboa a percentagem atingiu os 38%.
Já quando existe prescrição, os números do Alentejo acompanham exatamente a média portuguesa.
Seis em cada dez pessoas com 15 ou mais anos (60,1%) disseram ter tomado medicamentos prescritos nas duas semanas anteriores à entrevista.
O Inquérito Nacional de Saúde revela ainda outro dado sobre a região, desta vez relacionado com a contraceção.
No Alentejo, 46,1% das mulheres entre os 15 e os 55 anos afirmaram ter utilizado algum método contracetivo nos 30 dias anteriores à entrevista. O valor fica abaixo dos 49,1% registados no conjunto do país.
A nível nacional, entre as mulheres que utilizaram contraceção, a pílula continua a ser o método mais referido, representando 61,5%. Seguem-se o dispositivo intrauterino e outros métodos, ambos com 13%, enquanto o preservativo masculino representa 11,8%.
Os resultados fazem parte do Inquérito Nacional de Saúde 2025, realizado pelo INE com base numa amostra representativa de 22 mil alojamentos de todo o país.
O estudo analisa diferentes áreas, desde o recurso a hospitais e consultas ao consumo de medicamentos, prevenção, saúde reprodutiva e literacia em saúde.
E é precisamente no consumo de medicamentos sem receita que o Alentejo se distingue: 26,2%, menos sete pontos percentuais do que a média portuguesa e o valor mais baixo entre todas as regiões do país.