A morte de D. António Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja, está a provocar manifestações de pesar entre os sacerdotes que acompanharam o seu trabalho à frente da Diocese.
O antigo bispo de Beja morreu esta sexta-feira, aos 84 anos, no Hospital de Braga, deixando um percurso de cerca de 17 anos à frente da Igreja Católica no Baixo Alentejo.
O padre José Maria, que trabalhou com D. António Vitalino durante praticamente todo o seu episcopado em Beja, recorda com tristeza a notícia da morte e destaca as mudanças que o prelado introduziu na organização da Diocese.
Entre os momentos mais importantes, aponta a realização do Sínodo Diocesano, a criação de estruturas de participação e as reformas administrativas e económicas. Recorda ainda as obras realizadas na Sé de Beja.
Para o sacerdote, a proximidade com as pessoas foi uma das características mais marcantes de D. António Vitalino, que deixou uma marca importante na vida da Diocese.
Também o padre Aparício recorda um bispo que fazia questão de estar presente nas comunidades, percorrendo milhares de quilómetros para acompanhar de perto a realidade das paróquias.
O sacerdote descreve-o como um homem simples, direto e muito próximo das populações, que, nos primeiros anos do seu ministério, percorreu mais de 60 mil quilómetros, participando em acontecimentos por toda a Diocese, mesmo quando não era formalmente convidado.
Uma presença constante que, mais tarde, acabou por ser condicionada por questões de saúde.
Natural do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga, D. António Vitalino pertenceu à Ordem do Carmo e foi bispo auxiliar de Lisboa antes de assumir a Diocese de Beja, em 1999, por nomeação do Papa João Paulo II.
Permaneceu à frente da Diocese até 2016, sendo sucedido por D. João Marcos.
O atual bispo de Beja, D. Fernando Paiva, manifestou pesar pelo falecimento e apelou à oração pelo antigo responsável diocesano.
As cerimónias fúnebres realizam-se este sábado, às quatro da tarde, na Igreja Matriz de Parada de Gatim, no concelho de Vila Verde, seguindo-se o funeral para o cemitério local.
D. António Vitalino Dantas deixa, segundo os sacerdotes que com ele trabalharam, a memória de um bispo que percorreu o território, promoveu mudanças na Diocese e procurou manter uma relação próxima com as comunidades do Baixo Alentejo.