Na crónica de opinião assinada na Rádio Pax, Nelson Brito tece duras críticas à extinção do cargo do Governador Civil, uma figura “de diálogo, de pontes negociais, de liderança, de reivindicações (…)”.
Em seu entender, “começam a ser notórias as fragilidades sentidas pela ausência de representação do Estado na região”.
Esta ausência é, nas suas palavras, “notória numa região fraca na afirmação política, fraca junto das instituições centrais, fraca junto dos centros de decisão ( ).
Para Nelson Brito, faltam “desígnios regionais e discussão dos nossos reais problemas”.
O autarca considera que a região está acomodada “a um tempo novo da pasmaceira, da futilidade, da indiferença em relação ao nosso caminho e ao nosso futuro (…)”.
O diagnóstico feito junto do autarca pelas instituições e forças vivas da região revela que “todas estão abandonadas na resolução dos seus problemas” pois “não têm a quem se dirigir”.
Para Nelson Brito “o Estado Central não existe no interior do país! Não representa, nem se faz representar no território, muito menos junto da população! O cidadão anónimo, individualmente considerado, passou à condição de totalmente desclassificado!”.
O autarca considera que o interior “deve urgentemente apelar ao Estado pelo regresso da figura constitucional do Governador Civil” ou em alternativa, “uma regionalização democrática e implementada com rapidez”.