Esta descida é justificada pelas “condições climatéricas adversas” e pela “alternância anual de produção dos olivais tradicionais”.
Nos cereais de outono/inverno, o INE estima uma diminuição generalizada das áreas instaladas face à campanha anterior. As quebras variam entre os 15% no trigo duro e os 5% no centeio.
“O desenvolvimento vegetativo das searas abrandou bastante com o frio intenso e com a falta de chuva, situação que se foi invertendo a partir da última semana de Janeiro”, adianta a mesma fonte.
As condições climatéricas atrasaram o desenvolvimento de prados, pastagens e culturas forrageiras. As chuvas do final do mês fazem perspectivar “um rápido retorno aos padrões normais de desenvolvimento das áreas forrageiras, registando-se para já, e face à reduzida disponibilidade de alimento nas pastagens, a necessidade de complementar a alimentação dos efectivos com palhas, fenos, silagens e alimentos concentrados em quantidades semelhantes aos anos anteriores”, refere o Instituto.
Janeiro é apontado pelo INE como um mês “muito seco” dado que a precipitação total foi “consideravelmente inferior à normal”.
Os valores médios da temperatura ficaram abaixo da normal, registando-se a partir do início da segunda quinzena uma acentuada descida.
Estas condições meteorológicas permitiram que os trabalhos agrícolas “tenham decorrido sem problemas, nomeadamente a conclusão da apanha da azeitona, as podas dos pomares e vinhas e as adubações das searas de inverno e das culturas permanentes”, sublinha o Instituto.