As igrejas do litoral alentejano têm vindo a ser alvo de uma onda de vandalismo que registou o seu último acontecimento em Santiago do Cacém. No início deste mês, Agosto, a ermida de São Pedro foi apedrejada, a porta foi arrombada e além de arrancarem reposteiros e toalhas dos altares, os intrusos enrodilharam-nos e começaram a deitar-lhes fogo; arrancaram os fios da instalação eléctrica; espalharam folhas de orações pelo chão e improvisaram um local de culto alternativo na sacristia.
O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja desconhece os “motivos exactos” que atraem aos templos do Alentejo litoral práticas deste tipo, nem sabe quem as promove.
José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, refere que tem que ser encontrada uma solução para este tipo de problemas. O mesmo responsável refere que é necessária uma atitude “mais activa” por parte das autoridades que em sua opinião têm sido “demasiado passivas” no que toca à segurança dos monumentos religiosos. José António Falcão afirma que a Diocese não vai assistir à destruição dos monumentos e se for necessário será exercida uma “vigilância popular” com pessoas a dormir dentro das igrejas.