O Plano Operacional Distrital foi apresentado esta manhã pelos Serviços da Protecção Civil.
O dispositivo de combate, em articulação com todos os Agentes de Protecção Civil e com o dispositivo de prevenção da GNR, visa assegurar a mobilização, prontidão, empenhamento e gestão dos meios e recursos no combate aos fogos.
O dispositivo é idêntico ao do ano anterior. Quanto aos locais mais preocupantes, o Major Silva Cabrita, Comandante Operacional Distrital, identifica os concelhos de Odemira, Mértola e Almodôvar, o perímetro florestal de Cabeça Gorda e Salvada e o Parque Natural do Guadiana.
O responsável aponta ainda os incêndios de natureza agrícola como os mais comuns no distrito, que resultam muitas vezes de “descuidos e da má utilização das máquinas”.
Quando aos meios disponíveis para as fases de maior risco que agora se iniciam, o Major Silva Cabrita, diz tratar-se de “um dispositivo equilibrado e que certamente será o suficiente”.
A fase Bravo, que compreende o período de 15 de Maio a 30 de Junho, tem no terreno 49 equipas, 241 elementos e 71 veículos.
A fase Charlie, de 1 Julho a 30 de Setembro, a mais crítica em matéria de incêndios, mobiliza 57 equipas, 278 elementos, 79 veículos e 1 meio aéreo de ataque inicial.
Na fase Delta, de 1 de Outubro a 15 de Outubro, estarão no terreno 24 equipas, 172 elementos e até 56 veículos.
O distrito dispõe apenas de um meio aéreo, em Ourique. Pode beneficiar da utilização de dois helicópteros sediados no Algarve, um em Grândola e outro em Évora, mas ainda assim existem áreas que não ficam cobertas por estes meios, como é o caso de Moura, Barrancos e parte do Parque Natural do Guadiana.