A polémica está instalada no setor agrícola. A Confederação Nacional da Agricultura acusa o Governo de falta de clareza na forma como estão a ser operacionalizados os apoios destinados a compensar os prejuízos provocados pelo mau tempo.
Segundo a CNA, os agricultores que tentam aceder aos formulários disponibilizados pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional deparam-se com documentos que servem apenas para comunicar estragos, não constituindo uma candidatura formal a financiamento.
A Confederação quer saber qual é, afinal, a verba total disponível e se os danos registados na floresta estão abrangidos pelas ajudas anunciadas. No terreno, garante a organização, o cenário é preocupante, com culturas destruídas, explorações afetadas e perdas significativas que colocam em causa o rendimento de muitas famílias.
Recorde-se que o Ministério da Agricultura anunciou, no final de janeiro, uma medida de apoio para restabelecimento do potencial produtivo, destinada a investimentos entre cinco mil e 400 mil euros, podendo a comparticipação atingir os 100% até ao limite de dez mil euros.
Perante as dúvidas levantadas, os agricultores exigem respostas rápidas e regras claras para que os apoios cheguem efetivamente a quem sofreu prejuízos.