Água para o Algarve, autotanques para Mértola: autarca socialista ataca governo central

Em entrevista recente à Rádio Pax, Mário Tomé, presidente da Câmara Municipal de Mértola, não poupou críticas ao governo central pela forma como tem ignorado as necessidades do concelho no planeamento de investimentos estruturantes. Apesar de ter sido eleito pelo Partido Socialista, o autarca deixou claro que isso não o impede de apontar falhas, tanto à governação de António Costa como à atual liderança de Luís Montenegro.

Um dos focos das críticas recaiu sobre o projeto da tomada de água no Pomarão, concebido para reforçar o abastecimento ao Algarve, em particular à barragem de Odeleite e ao sotavento algarvio. Mário Tomé lamenta que, na fase inicial do projeto, o concelho de Mértola tenha sido totalmente ignorado, apesar de várias localidades do território ainda dependerem do abastecimento por autotanques.

“O presidente da Câmara Municipal de Mértola não tinha que reivindicar que, quando se desenha uma tomada de água do Pomarão para abastecer Odeleite e o sotavento algarvio, se pensasse também nas localidades de Mértola que são abastecidas com autotanques”, desabafou o autarca, visivelmente incomodado com o que considera uma falha grave de planeamento e sensibilidade política.

A exclusão gerou uma forte reação por parte do município. Segundo Mário Tomé, teve de lutar para ver o seu território incluído no plano. A correção da omissão só foi possível graças à pressão exercida pelo executivo local e ao apoio da atual ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, do PSD.

Para o presidente da Câmara, o episódio revela um profundo desconhecimento por parte do governo central relativamente às realidades do interior do país. “O governo tem a obrigação de conhecer o país real, as necessidades concretas das populações e de planear em função disso”, afirmou.

Mário Tomé deixa assim um apelo à equidade territorial e ao fim da invisibilidade das regiões mais desfavorecidas, sublinhando que o combate à desertificação e ao despovoamento passa, em primeiro lugar, por garantir o acesso a serviços básicos como o abastecimento de água.

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