O Alentejo está entre as regiões onde o valor das casas mais subiu em julho. Os dados do Instituto Nacional de Estatística mostram que a avaliação bancária da habitação aumentou 1,3 por cento face ao mês anterior, o crescimento mensal mais elevado entre as regiões portuguesas.
A nível nacional, o valor mediano da avaliação bancária atingiu um novo máximo histórico: 2.240 euros por metro quadrado. É uma subida de 15,2 por cento em relação a julho do ano passado, embora represente uma desaceleração face aos 16,6 por cento registados em junho. Comparando com esse mês, o aumento foi de 0,5 por cento.
Para chegar a estes valores, o INE analisou 34.053 avaliações bancárias, realizadas no âmbito de pedidos de crédito para compra de habitação. Deste total, 21.036 dizem respeito a apartamentos e 13.017 a moradias. Foram mais 0,6 por cento de avaliações do que há um ano.
Nos apartamentos, a avaliação mediana nacional chegou aos 2.627 euros por metro quadrado, mais 16,5 por cento num ano. No Alentejo, o valor ficou nos 1.778 euros, mas a subida anual foi muito mais expressiva: 25,3 por cento, a maior do país. Em relação a junho, o aumento alentejano chegou aos 3,9 por cento.
Nas moradias, a média nacional fixou-se nos 1.606 euros por metro quadrado, mais 13,6 por cento do que em julho de 2025. No Alentejo, o valor foi de 1.300 euros, com uma subida mensal de 1,9 por cento.
Apesar da valorização, o Alentejo continua entre as regiões com avaliações mais baixas. Os valores mais elevados encontram-se na Grande Lisboa e no Algarve. Já o Alto Alentejo apresenta uma das maiores diferenças face à mediana nacional, com valores 52,5 por cento inferiores.
Os dados mostram, assim, um mercado habitacional em forte valorização, com o Alentejo a registar algumas das maiores subidas, sobretudo no segmento dos apartamentos.