O Alentejo volta a marcar posição no turismo nacional. Numa altura em que Portugal regista novos máximos de hóspedes, dormidas e proveitos, a região distingue-se por ser uma das menos dependentes dos mercados externos. Apenas 30,7% das dormidas no Alentejo entre julho e setembro foram de estrangeiros, revelando um forte peso do turismo interno, um contraste claro com áreas como a Grande Lisboa ou a Madeira, onde essa dependência ultrapassa os 80%.
Os dados são do Instituto Nacional de Estatística, que divulgou os resultados do setor até setembro. Em termos nacionais, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 25,3 milhões de hóspedes nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 3%. As dormidas também subiram, atingindo 65 milhões, mais 2,2% face ao ano anterior.
No mesmo período, os proveitos totais do alojamento turístico ascenderam a 5.700 milhões de euros, enquanto os de aposento chegaram aos 4.400 milhões, traduzindo subidas na ordem dos 7,5%.
O terceiro trimestre, tradicionalmente o mais forte do ano, confirmou a tendência de crescimento. Entre julho e setembro, o setor registou 10,5 milhões de hóspedes e 28,6 milhões de dormidas, com aumentos de cerca de 2%. Neste período, os proveitos ultrapassaram os 2.700 milhões de euros.
O Algarve manteve-se como líder nacional, concentrando quase 30% do total de dormidas no país, seguido da Grande Lisboa e do Norte.
Apesar da forte presença de visitantes estrangeiros em grande parte do território, o Alentejo destaca-se pela estabilidade trazida pelo mercado interno, reforçando o seu papel como destino de procura nacional.