O Alentejo é uma das regiões do país onde o consumo problemático de canábis tem maior expressão. Os dados são do estudo “Consumo Problemático de Canábis 2025”, divulgado pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências.
Na população entre os 15 e os 74 anos, o Alentejo apresenta valores acima da média nacional no consumo frequente, quatro ou mais vezes por semana, e também no consumo diário ou quase diário.
Entre os próprios consumidores, os números são ainda mais expressivos: 56% referem consumir quatro ou mais vezes por semana e 51% admitem consumo diário ou quase diário. Além disso, 41% enquadram-se em padrões de risco moderado ou elevado e a mesma percentagem apresenta sinais de dependência.
A nível nacional, estima-se que cerca de 55 mil pessoas tenham dependência de canábis, o equivalente a 0,7% da população. No entanto, apenas 6% estão em tratamento, uma taxa que se mantém inalterada desde 2017.
O estudo revela assim fortes disparidades regionais, colocando o Alentejo entre as zonas com maior prevalência de consumo intenso e dependência.