O Alentejo foi a primeira região do país a enfrentar a forte onda de calor que marcou o mês de maio e que acabou por se tornar uma das mais intensas de que há registo em Portugal.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o episódio começou a 20 de maio no Alentejo e no Vale do Tejo, prolongando-se durante cerca de nove dias e meio. Foi a segunda onda de calor mais longa registada no país desde que existem dados.
Além da duração, também a intensidade foi excecional. Os termómetros atingiram valores muito elevados e foram batidos 25 recordes de temperatura máxima para o mês de maio. O valor mais alto foi registado em Mora, com 40,3 graus.
O IPMA considera que maio foi um mês quente e seco, com pouca chuva e temperaturas acima do normal. Esta situação provocou uma redução da humidade dos solos, especialmente no Alentejo e no Algarve, onde a falta de água se fez sentir com maior intensidade.
Os especialistas alertam que fenómenos deste tipo poderão tornar-se mais frequentes nos próximos anos, reforçando a importância de uma utilização cuidadosa dos recursos hídricos.