O Alentejo continua a destacar-se na escalada dos preços da habitação. Nos últimos 12 meses, a região registou uma valorização de 14,7%, a segunda maior subida do país, apenas atrás da região Centro, confirmando a forte pressão sobre o mercado imobiliário.
Os dados do índice de preços do idealista revelam que o preço das casas em Portugal voltou a atingir um máximo histórico pelo nono mês consecutivo. Em julho, comprar habitação custava, em média, três mil 210 euros por metro quadrado, mais oito por cento do que no mesmo mês do ano passado.
No Alentejo, os aumentos foram particularmente expressivos. O distrito de Évora registou uma subida anual de 17,4%, enquanto Beja viu os preços crescerem 15,9% e Portalegre 15,1%.
Também nas capitais de distrito a tendência mantém-se. Portalegre foi a segunda cidade do país onde os preços mais aumentaram, com uma valorização de 19,9%. Beja surge entre as dez cidades com maior subida, ao registar um aumento de 15,8%, enquanto Évora apresentou uma valorização de 12,5%.
Apesar desta escalada, Beja e Portalegre continuam entre as capitais de distrito onde comprar casa é mais acessível. O preço mediano situa-se nos mil 536 euros por metro quadrado em Beja e nos mil 227 euros em Portalegre. Em Évora, o valor médio ascende aos dois mil 684 euros por metro quadrado.
A nível nacional, Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, seguida do Porto e do Funchal. Já a região Centro mantém-se como a mais barata do país, embora tenha sido a que registou a maior subida dos preços no último ano.








