O Alentejo volta a destacar-se pelos piores motivos. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística revelam que a região apresenta os valores mais elevados do país em indicadores críticos de mortalidade, nomeadamente nos acidentes rodoviários e nos casos de suicídio.
De acordo com as estatísticas referentes a 2024, a taxa de mortalidade por acidentes rodoviários atingiu os 11,8 óbitos por 100 mil habitantes no Alentejo, o valor mais alto a nível nacional. Um número que reforça as preocupações com a segurança nas estradas da região e levanta questões sobre prevenção e fiscalização.
Mas os dados mais alarmantes dizem respeito ao suicídio. O Alentejo registou também a taxa mais elevada do país neste indicador, com 17,3 mortes por 100 mil habitantes. Um valor que supera outras regiões como o Algarve e os Açores, tradicionalmente associadas a números elevados neste domínio.
Especialistas alertam que estes indicadores podem estar relacionados com fatores estruturais da região, como o envelhecimento da população, o isolamento geográfico e social, e dificuldades no acesso a cuidados de saúde, particularmente na área da saúde mental.
Os números agora divulgados voltam a colocar o Alentejo no centro do debate sobre políticas públicas, prevenção e reforço de respostas sociais e de saúde, numa região onde os desafios demográficos e territoriais continuam a ter impacto direto na qualidade de vida da população.