Assinalou-se ontem, 31 de março, o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral. O Alentejo continua como a região do país com maior prevalência e incidência desta doença.
O AVC continua a ser a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, com um número elevado de casos registados diariamente. No Alentejo, os dados são particularmente preocupantes, sendo a região apontada como a mais afetada, muito devido a fatores como a elevada incidência de hipertensão arterial não controlada.
Estudos indicam ainda que distritos como Beja e Évora apresentam maior risco de mortalidade associada ao AVC, reforçando a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce.
Apesar deste cenário, o Baixo Alentejo tem vindo a destacar-se na resposta a esta emergência médica. Num território marcado pela dispersão geográfica e dificuldades de acesso, a articulação entre serviços de saúde e o investimento na literacia em saúde têm permitido melhorar a capacidade de resposta.
As autoridades sublinham que a rapidez no reconhecimento dos sintomas e no encaminhamento para tratamento é determinante para aumentar a sobrevivência e reduzir as sequelas, num combate onde cada minuto conta.