As fortes chuvas registadas em fevereiro e março colocaram à prova várias infraestruturas de abastecimento de água e saneamento no Alentejo, revelou o presidente da Águas Públicas do Alentejo em entrevista à Rádio Pax.
Diogo Nascimento disse que os episódios de mau tempo afetaram sobretudo infraestruturas localizadas em zonas mais baixas e vulneráveis a inundações, obrigando a empresa a concentrar esforços na garantia da continuidade do serviço às populações.
“Realmente aquilo que passámos em fevereiro e março deste ano colocou à prova muitas infraestruturas que nós tínhamos”, afirmou Diogo Nascimento.
O presidente da empresa explica que os sistemas de abastecimento do interior alentejano estão atualmente mais estabilizados, muito graças ao contributo do Alqueva e aos investimentos realizados desde 2010, num valor próximo dos 200 milhões de euros.
Já as áreas mais expostas continuam a ser o litoral alentejano e algumas zonas do litoral norte da área de intervenção da empresa, especialmente devido à existência de canais a céu aberto e infraestruturas mais vulneráveis à chuva intensa.
Entre os territórios mais afetados esteve Alcácer do Sal, onde a empresa teve como prioridade garantir que não existiam falhas no abastecimento às sedes de concelho, vilas e aldeias.
Diogo Nascimento admite que os fenómenos climáticos extremos obrigam agora a repensar a resiliência das infraestruturas.
“Temos de ter infraestruturas melhor preparadas, seja ao nível da localização, seja nos sistemas de alerta para responder a cenários de disrupção”, sublinhou.
O responsável defende que o futuro passa por preparar os sistemas de abastecimento e saneamento para fenómenos meteorológicos cada vez mais extremos associados às alterações climáticas.