O Alentejo apresenta uma perceção de saúde acima da média nacional, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a propósito do Dia Mundial da Saúde.
Em 2025, 53,2% da população alentejana considerava o seu estado de saúde “bom ou muito bom”, ligeiramente acima da média nacional, que se situou nos 52,7%. Apesar deste valor positivo, nem todos os indicadores são favoráveis: 12,5% dos residentes avaliam a sua saúde como negativa e 20,3% apontam limitações não severas nas atividades diárias devido a problemas de saúde.
Os dados revelam ainda que 24,8% da população com 16 ou mais anos admite ter algum tipo de limitação nas tarefas do dia-a-dia, um valor alinhado com a tendência nacional, mas que assume maior relevância numa região marcada pelo envelhecimento populacional. O relatório sublinha que as limitações e doenças crónicas são mais frequentes entre os idosos, um fator de peso no Alentejo, uma das regiões com maior índice de envelhecimento em Portugal.
Apesar deste cenário, há sinais positivos a nível nacional. Em 2024, a atividade hospitalar continuou a recuperar após a pandemia, atingindo máximos históricos: cerca de 23,9 milhões de consultas médicas, 1,3 milhões de cirurgias e mais de 230 milhões de atos complementares de diagnóstico e terapêutica foram realizados. Os internamentos superaram, pela primeira vez, os níveis de 2019, enquanto os atendimentos em urgência se mantiveram ligeiramente abaixo desse período.
O contraste entre a perceção positiva da saúde e as limitações reais da população destaca desafios claros para o futuro, especialmente em regiões envelhecidas como o Alentejo, onde o reforço da prevenção e dos cuidados de saúde é cada vez mais essencial.