Com a chegada das férias de verão, a GNR deixa um alerta à população: as casas desocupadas continuam a ser um dos principais alvos dos furtos. Entre janeiro e o final de maio deste ano, foram registados 2.344 furtos em residências em todo o país, levando a Guarda Nacional Republicana a reforçar os apelos à prevenção.
Segundo a GNR, este tipo de criminalidade continua a merecer especial atenção, apesar de se verificar uma ligeira diminuição nos últimos anos. Em 2025 foram registadas 6.275 participações relacionadas com furtos em residências, tendo sido detidas 132 pessoas. Nos primeiros cinco meses deste ano já foram detidos 54 suspeitos.
As autoridades explicam que os assaltantes procuram habitações que aparentem estar vazias, observando sinais como estores permanentemente fechados, acumulação de correspondência, ausência de iluminação ou informações partilhadas nas redes sociais sobre viagens e férias.
Os criminosos privilegiam entradas por portas, janelas, garagens, varandas e zonas menos visíveis, procurando sobretudo dinheiro, joias, ouro, relógios, equipamentos eletrónicos e outros objetos de elevado valor e fácil transporte.
Para reduzir o risco, a GNR aconselha os proprietários a deixarem todas as entradas devidamente fechadas, evitar divulgar ausências nas redes sociais, pedir a familiares ou vizinhos que vigiem a habitação e recolham o correio, bem como utilizar temporizadores de iluminação e, sempre que possível, sistemas de alarme e videovigilância.
A Guarda lembra ainda que, em caso de furto, o local deve ser preservado até à chegada das autoridades, permitindo a recolha de vestígios que possam ajudar na identificação dos autores.