A falta de respostas para a saúde no interior marcou uma reunião entre a Ministra da Saúde e vários autarcas socialistas do Baixo Alentejo, que defendem um Serviço Nacional de Saúde com futuro para as populações da região.
Os presidentes das câmaras de Ourique, Castro Verde, Moura e Serpa alertaram para a necessidade urgente de mais investimento, decisões concretas e compromissos políticos claros, sublinhando que o interior não pode continuar a ser penalizado no acesso aos cuidados de saúde.
Em Ourique, a principal preocupação está relacionada com a Extensão de Saúde de Garvão. A empreitada está em execução, mas enfrenta dificuldades ao nível do financiamento.
A Urgência Básica de Castro Verde também esteve em cima da mesa. Apesar da obra já estar adjudicada, o autarca do concelho manifestou receios quanto à continuidade do financiamento depois do fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Já o município de Serpa chamou a atenção para a situação da Extensão de Saúde de Vila Nova de São Bento, enquanto Moura levou à reunião as preocupações relacionadas com a Urgência do Centro de Saúde.
Os autarcas temem que, com exceção da Extensão de Saúde de Garvão, as restantes intervenções não fiquem concluídas dentro do prazo do PRR, o que poderá obrigar os municípios a devolver verbas já atribuídas, caso as obras não sejam concluídas a tempo.
Depois de ouvir as preocupações apresentadas, a Ministra da Saúde reconheceu estar ciente da situação, mas admitiu que ainda não existe uma solução definida.
Em declarações à Rádio Pax, no final da reunião, os autarcas garantiram que vão continuar a exigir prazos, decisões e investimento justo, defendendo que a coesão territorial depende de políticas concretas e que a saúde deve assumir-se como uma prioridade nacional.