O Baixo Alentejo prepara-se para uma revolução nos transportes públicos. Os municípios da região lançaram um concurso internacional, no valor de mais de 15 milhões de euros, para contratar o serviço de transporte rodoviário de passageiros que vai servir 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja, ficando apenas Odemira de fora.
A iniciativa, lançada pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo e publicada esta semana em Diário da República, representa uma mudança significativa face ao modelo atual, unindo num único contrato os dois sistemas que hoje coexistem na região.
Segundo o presidente da CIMBAL e da Câmara de Castro Verde, António José Brito, o novo contrato terá uma duração de oito anos e visa garantir uma rede de transportes capaz de responder às reais necessidades de mobilidade da população, com regras mais exigentes ao nível da frota, sustentabilidade ambiental, bilhética e informação aos passageiros.
Os números do futuro contrato são expressivos: 54 carreiras, mais de 73 mil circulações anuais e cerca de 2,5 milhões de quilómetros percorridos todos os anos. A frota contará com 58 veículos, 12 dos quais movidos a energia limpa, e o número de motoristas sobe para 57, com um aumento de quase 14% nas circulações face ao contrato atual.
Para o autarca, o transporte público é essencial num território como o Baixo Alentejo, marcado pela grande extensão geográfica e pela população dispersa. “Para quem não tem viatura própria, o transporte público é essencial para garantir o acesso a emprego, educação, saúde e outros serviços”, sublinhou, defendendo que uma rede regular e adequada às necessidades das populações é também uma forma de promover a coesão territorial.
António José Brito destacou ainda a importância de a CIMBAL ser a autoridade de transportes da região, permitindo decisões tomadas à escala do território e uma política pensada para o Baixo Alentejo como um todo.