As cotações dos borregos voltaram a subir no distrito de Beja, acompanhando a tendência de valorização que se faz sentir nas principais áreas de mercado do Alentejo. Segundo o mais recente boletim do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), referente à semana de 3 a 9 de novembro de 2025, o preço do borrego entre 13 e 21 quilos aumentou 0,40 euros por quilo vivo, enquanto o borrego entre 22 e 28 quilos subiu 0,10 euros.
Em Évora, as valorizações foram ainda mais expressivas, com acréscimos que variam entre 0,50 e 0,77 euros por quilo vivo, consoante o peso dos animais. Estes aumentos colocam o preço médio nacional do borrego entre 4,34 e 6,03 euros por quilo vivo, valores superiores aos registados em 2024 e acima da média do triénio 2022-2024.
O relatório do SIMA destaca ainda uma subida acentuada no preço médio semanal do borrego pesado, que atingiu 961,67 euros por 100 quilos de carcaça, o que representa uma variação positiva de 16,8% face à semana anterior. Este valor supera a média da União Europeia, fixada em 874,19 euros.
Já no borrego leve, a valorização foi igualmente significativa, com 1.121,71 euros por 100 quilos de carcaça, ultrapassando os preços médios praticados em Espanha e no espaço comunitário.
Apesar da subida dos preços, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam uma quebra de 16,28% nos abates de ovinos aprovados para consumo entre janeiro e agosto de 2025, o que corresponde a menos 1.041 toneladas face ao período homólogo.
Em sentido contrário, as exportações de ovinos vivos e carne aumentaram 57% em valor, atingindo 43,7 milhões de euros, com destaque para o envio de borregos vivos e carne refrigerada.
O Alentejo continua assim a afirmar-se como a principal região produtora e exportadora de ovinos do país, num contexto de valorização do setor e de procura crescente nos mercados internacionais.