A Câmara Municipal de Castro Verde aprovou um orçamento de quase 23,5 milhões de euros para 2026, prevendo investimentos relevantes na área da saúde e da infância, nomeadamente a ampliação do serviço de urgência básica e o avanço do projeto da nova creche municipal.
As Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento foram aprovados na quarta-feira, com os votos favoráveis do PS e a abstenção dos vereadores da CDU. O montante é cerca de um milhão de euros superior ao deste ano.
O presidente da autarquia, António José Brito, destacou que está já adjudicada e em curso a requalificação e ampliação do centro de saúde e da urgência básica, num investimento de cerca de 2,3 milhões de euros. “A ampliação da urgência, que serve vários concelhos 24 horas por dia, é muito relevante para o território”, frisou.
No documento constam ainda a conclusão da extensão de saúde de Casével e do Jardim dos Sentidos, bem como o avanço do projeto da creche municipal.
Apesar do reforço orçamental, o autarca lamenta o impacto das transferências do Estado no Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), considerando-o “insuficiente”. Em 2026, Castro Verde receberá mais 352.015 euros face ao ano anterior, o equivalente a um acréscimo mensal de pouco mais de 29 mil euros. “É o aumento mais baixo dos últimos 10 anos”, afirmou António José Brito, reconhecendo que tal “poderá conter a ambição da autarquia para alguns projetos”.
No âmbito dos fundos comunitários, o presidente salientou que, após atrasos nos programas, existe agora uma “vigilância apertada” quanto à rápida execução dos projetos. Embora reconheça o desafio, assegura que Castro Verde “tem condições para um bom desempenho”.
Quanto aos impostos municipais, em 2026 serão mantidas as taxas em vigor: IMI a 0,3% para prédios urbanos (com majoração de 30% para imóveis degradados), participação de 4% no IRS e derrama de 0,01% para empresas com volume de negócios até 150 mil euros, mantendo-se a taxa de 1,5% para as restantes empresas.
O orçamento e GOP serão apreciados pela Assembleia Municipal no dia 16 de dezembro. Sem maioria neste órgão após as últimas autárquicas, o PS conta com um acordo com o PSD que viabiliza a aprovação destes documentos.