Castro Verde: Associação pede medidas para apoiar agricultores do Plano Zonal

Castro Verde: Associação pede medidas para apoiar agricultores do Plano Zonal

A Associação de Agricultores do Campo Branco, no Alentejo, solicitou ao Governo medidas de apoio para os produtores de cereais impossibilitados de cumprir com as regras do Plano Zonal de Castro Verde, devido ao mau tempo.

Em causa está o facto de o Plano Zonal de Castro Verde, criado em 1995 enquanto medida agroambiental e que abrange cerca de 60.000 hectares, obrigar os agricultores aderentes a uma área mínima de cultivo e à rotação de culturas, tendo em vista a preservação da avifauna local.

“Há agricultores que não conseguiram cumprir os ‘mínimos obrigatórios’ para cumprir o seu compromisso agroambiental” devido ao mau tempo, reconheceu hoje à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), António Aires.

De acordo com o presidente da associação, que tem sede em Castro Verde e abrange este concelho, assim como os de Almodôvar e Ourique e parte dos de Aljustrel e Mértola, todos no distrito de Beja, há “cerca de 150” agricultores aderentes a esta medida agroambiental.

Por isso, continuou, a AACB já solicitou junto dos serviços do Ministério da Agricultura que seja encontrada “uma solução, como já aconteceu no passado, para os agricultores não serem prejudicados”.

“Pedimos que haja uma solução para os agricultores não serem prejudicados”, nomeadamente que os terrenos não cultivados “fiquem em ‘set aside’ [pousio]”.

António Aires disse ainda à Lusa que os agricultores do plano zonal já estão a tentar “fazer as culturas de primavera-verão, nomeadamente a alimentação para a avifauna, como grão e ervilha”.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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Farmácia de serviço hoje na cidade de Beja

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