A mina de Mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde, vai entrar num novo ciclo de expansão. A garantia é dada pelo diretor-geral da Boliden Somincor, Gunnar Nyström, em declarações exclusivas ao jornal Correio Alentejo.
Segundo o responsável, a empresa prevê manter, já em 2026 e nos anos seguintes, um volume de minério tratado próximo de 4,5 milhões de toneladas, reforçando simultaneamente o investimento na exploração.
“Iremos reforçar o nosso investimento na exploração junto da operação, o que será fundamental para a expansão futura da produção e longevidade da mina”, afirma Gunnar Nyström, acrescentando que estão também previstos investimentos para garantir “estabilidade produtiva, segurança operacional e prolongamento da vida útil”.
Entre as prioridades para 2026 estão novas perfurações na extensão norte do jazigo Lombador, estudos geofísicos adicionais, atualização da viabilidade da mineralização da Semblana e o aumento do desenvolvimento subterrâneo. A empresa quer ainda concluir a certificação internacional GISTM, reforçando padrões de segurança e sustentabilidade.
Recorde-se que a Boliden passou a ser proprietária da mina a 16 de abril de 2025, após a aquisição à Lundin Mining, num negócio avaliado em cerca de 1,44 mil milhões de euros. O ano de 2025 foi, segundo o diretor-geral, “um período de transição decisiva e reposicionamento estratégico”, preparando o crescimento sustentável a partir de 2026.
De acordo com o relatório anual da empresa, em 2025 foram produzidas mais de 110 mil toneladas de concentrado de zinco, além de chumbo e prata, com resultados superiores aos do ano anterior.
A estratégia, sublinha Gunnar Nyström, passa por consolidar Neves-Corvo como um dos pilares europeus na produção de metais essenciais à transição energética.