Prepare-se para uma invasão de bom gosto: a Feira de Castro arranca amanhã e Castro Verde vai receber milhares de visitantes até domingo.
Com cerca de quatro séculos de história, é uma das feiras tradicionais mais emblemáticas do Sul do país. Durante três dias, as principais ruas da vila transformam-se num enorme espaço de comércio, convívio e celebração das tradições alentejanas.
O Largo da Feira volta a ser o coração da festa, com bancas que se estendem pelas ruas e reúnem comerciantes, produtores e artesãos de várias zonas do país. Há mantas e aventais alentejanos, louça de barro, cajados de madeira, frutos secos e enchidos. E a feira de gado, uma das componentes mais antigas do certame, continua no programa.
Para o vereador da Câmara Municipal, David Marques, o segredo está no peso da história. Nas suas palavras, “as tradições são o mais importante da feira”, e uma feira com quatro séculos tem “muito significado”.
O autarca acredita que esta é a maior feira tradicional do Sul. Reconhece que, ao longo do tempo, “tem mudado o seu figurino”, mas garante que “mantém a essência”.
E vai mais longe: para David Marques, é “o evento por excelência que promove Castro Verde” e “a razão primeira de visita” ao concelho, aquele que leva as pessoas a descobrir a vila “do norte ao sul do país”.
Além da tradição, a Câmara quer que a feira seja também espaço de inovação e de convívio. É o momento em que os castrenses que estão fora regressam a casa, e são três dias de “sons, sabores e cheiros”. Um tempo em que, diz o vereador, as pessoas “abrem as portas das suas casas e das suas lojas para receber toda a gente que nos visita”.
E há música para animar a festa. Amanhã, sexta-feira, dia 16, Lena d’Água sobe ao palco da programação oficial. No sábado, dia 17, é a vez de Miguel Gameiro e os Polo Norte, que levam a Castro Verde alguns dos temas mais conhecidos do seu repertório.
Entre o comércio tradicional, os sabores da região, a animação e os concertos, a Feira de Castro afirma-se, mais uma vez, como um dos grandes acontecimentos culturais e económicos do concelho.
São três dias em que Castro Verde recupera o ambiente das grandes feiras de outros tempos, mantendo viva uma tradição com quatro séculos.