O património arqueológico do Alentejo está em risco, e a CCDR quer evitar que se perca. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, em articulação com as Comunidades Intermunicipais, realiza hoje e amanhã um ciclo de quatro sessões de sensibilização e esclarecimento, no âmbito do Plano Regional de Salvaguarda do Património Arqueológico do Alentejo.
Hoje, as sessões são em Grândola e em Beja. Amanhã, dia 4, em Portalegre e em Évora.
Dirigem-se aos agentes do território, como técnicos municipais, associações de agricultores e de regantes, empresários agrícolas e escolas profissionais ligadas ao desenvolvimento rural. O objetivo é alertar para a importância de preservar os vestígios arqueológicos e promover práticas que evitem impactos capazes de comprometer a sua integridade e de levar à perda irreversível de testemunhos da história, da identidade e da memória coletiva da região.
Para o vice-presidente da CCDR, Henrique Sim-Sim, as sessões refletem o compromisso de promover uma atuação articulada entre municípios, entidades públicas e outros agentes, para prevenir a afetação e a destruição do património arqueológico, “particularmente em contextos associados a intervenções de grande escala, como operações agrícolas ou hidráulicas”.
O plano regional é, segundo a CCDR, um instrumento de sensibilização, informação e mobilização, que promove medidas preventivas e boas práticas para uma gestão sustentável e responsável do território, e para proteger um legado cultural que pertence às gerações futuras.