CDU de Mértola pede adiamento da Feira da Caça

A CDU de Mértola revela em comunicado que, devido ao aumento da propagação da Covid-19 os vereadores da oposição têm vindo a solicitar ao executivo do Partido Socialista o adiamento da Feira da Caça, cujo arranque está marcado para a próxima sexta-feira, dia 23.

De acordo com a nota de imprensa, os eleitos pela CDU solicitaram o adiantamento do evento na última Reunião de Câmara e voltaram a fazê-lo, por carta dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Mértola, no passado dia 15 de outubro, dia em que foi declarado o Estado de Calamidade. Segundo os vereadores, “lamentavelmente não obtiveram resposta”.

A CDU de Mértola sublinha que “o Governo declarou dia 15 de outubro, o Estado de Calamidade com o objetivo de controlar o surto epidémico que tem vindo a registar nos últimos dias um aumento acentuado”.

“Na sua comunicação ao país, o Primeiro-Ministro apelou à colaboração coletiva com o objetivo de evitar uma situação que é prejudicial para todos, que pode pôr em causa a saúde de muitos portugueses e levar à ruptura do Serviço Nacional de Saúde”, recorda a nota de imprensa.

Nesse sentido, os vereadores da CDU entendem “não estarem reunidas as condições para a realização da Feira da Caça neste período, propondo que na Reunião de Câmara a realizar” nesta quarta-feira “seja revogada a deliberação anterior, prevendo o adiamento deste evento para data que permita a expositores e visitantes usufruírem em total segurança”.

Segundo explica o documento, “na Reunião de Câmara do passado dia 7, o presidente da autarquia apresentou uma proposta para a realização de Feira da Caça nos dias 23, 24 e 25 de outubro, assegurando que seriam tomadas todas as medidas sanitárias para a sua realização, situação que estava a ser acompanhada pelas estruturas locais de saúde”.

Os eleitos da CDU frisam que “não são contra a realização deste evento”, contudo, não votaram favoravelmente a data do mesmo, apresentando uma proposta de adiamento para uma altura mais oportuna. A proposta de realização foi aprovada com os votos do Partido Socialista que não aceitou os argumentos apresentados”.