CGTP promove semana de luta com ações que passam por Beja

A CGTP está a promover, durante esta semana, um conjunto de iniciativas que abrange todos os sectores, sob o lema “Proteger os Trabalhadores! Aumentar salários! Garantir direitos!”. A “semana de luta” acontece por todo o país, passando, também, pelo distrito de Beja.

De acordo com o comunicado enviado pela União dos Sindicatos do Distrito de Beja (USD Beja), “persistem limitações e mantém-se a opção do Governo PS de deixar, no essencial, intocáveis os interesses do grande capital”.

“Sem prejuízo dos avanços alcançados, a aprovação do Orçamento do Estado comprova a necessidade de continuar e intensificar a luta (…) para alcançar mais direitos e melhores condições de trabalho e de vida que extravasam o âmbito do Orçamento do Estado”, frisa a nota da USD de Beja.

“Uma luta que a CGTP-IN assume” e que decorre ao longo desta semana, em todos os sectores e em todo o país sob o lema “Proteger os Trabalhadores! Aumentar salários! Garantir direitos!”, pelo emprego com direitos, contratação colectiva, 35 horas, reforço dos serviços públicos.

Assim, dando expressão a esta semana de luta, a USDBeja e vários sindicatos irão realizar iniciativas em todo o distrito. As declarações são de Maria da Fé Carvalho, coordenadora da União dos Sindicatos do Distrito de Beja.  

Maria da Fé Carvalho revela as ações que vão decorrer ao longo da semana no distrito de Beja.

Segundo a mesma fonte, “a situação que atravessamos, resultado de décadas de política de direita agravadas pela Covid-19, carece de uma resposta articulada, abrangente e que rompa com as causas que estão na origem dos constrangimentos estruturais com que o país se debate”.

Nesse sentido, segundo o documento, “exige uma aposta na valorização do trabalho e dos trabalhadores; Exige o aumento geral dos salários para todos os trabalhadores e, desde logo, dos trabalhadores da Administração Pública, bem como uma subida do SMN de forma a atingir, no curto prazo, os 850€”.

“Exige”, também, “a alteração da legislação laboral, com a revogação das normas que atacam os direitos dos trabalhadores, cerceiam o direito de contratação colectiva, promovem a individualização das relações laborais e fomentam a precariedade; Exige uma aposta no investimento público, nos serviços públicos e na recuperação das empresas e sectores estratégicos ao desenvolvimento do país”.

Por fim, a CGTP entende que “exige, ainda, uma política fiscal que garanta mais recursos para o Estado, desonerando os rendimentos do trabalho, com uma maior incidência nos rendimentos do capital e, ao mesmo tempo, exige que se reduzam os encargos com as PPP, a dívida pública e os Benefícios Fiscais que continuam a isentar o grande capital das suas obrigações”.