Em 2008, a cidade de Beja chegou a ser apontada como destino de um grande investimento industrial. Um grupo chinês, a Shanghai Union Technology, anunciou na altura, em conjunto com o então presidente da Câmara, Francisco Santos (CDU), a intenção de instalar uma fábrica de pilhas alcalinas na cidade. O projeto representava um investimento de cerca de 220 milhões de euros e prometia criar perto de 580 postos de trabalho. No entanto, a iniciativa nunca saiu do papel e acabou por ficar apenas como uma promessa que marcou o debate político dessa altura.
Quase duas décadas depois, o Alentejo volta a estar associado a um grande investimento na área das baterias, desta vez em Sines. O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ricardo Pinheiro, destacou o projeto da futura fábrica ligada ao grupo chinês CALB como um investimento estratégico para posicionar a região na indústria verde europeia.
A unidade deverá instalar-se na Zona Industrial e Logística de Sines e produzir baterias de iões de lítio para o setor automóvel e para sistemas de armazenamento de energia. O investimento global poderá ultrapassar os dois mil milhões de euros e criar cerca de 1.800 postos de trabalho diretos, com entrada em funcionamento prevista para 2028.
Segundo Ricardo Pinheiro, projetos desta dimensão podem reforçar a capacidade do Alentejo para atrair investimento internacional e responder aos desafios da transição energética e da nova indústria verde europeia.