A EMAS – Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja vem a público esclarecer a sua posição sobre a greve em curso na empresa convocada pelo STAL, Sindicato que representa os trabalhadores da Administração Local.
Em causa estão os serviços mínimos.
O STAL diz que “por considerar que esta é uma greve ao trabalho extraordinário e aos períodos de espera definidos nas escalas de prevenção/disponibilidade (não abrangendo nem a generalidade dos trabalhadores, nem o período normal de trabalho diário), e que não está em causa a satisfação de necessidades sociais impreteríveis”, não avançou com nenhuma proposta de serviços mínimos.
A EMAS frisa que o Sindicato sempre se opôs, nas reuniões realizadas, à fixação de serviços mínimos.
A empresa garante que “julgando ser imprescindível a existência de serviços mínimos”, requereu a fixação dos mesmos por despacho ministerial.
O requerimento da EMAS foi atendido, tendo os serviços mínimos sido fixados por despacho conjunto da Ministra do Ambiente e Energia e do Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, de 27 de março de 2026, data em que a decisão foi comunicada a ambas as partes.
A Empresa Municipal diz que indicou os meios a integrar nos serviços mínimos uma vez que o STAL não o fez.
“Assim, como não poderia deixar de ser, foi a existência da greve que levou à fixação dos serviços mínimos e não o contrário”, adianta a mesma fonte.
A EMAS esclarece que “não fixou quaisquer serviços mínimos, sendo que estes foram sim fixados pelas entidades competentes a seu requerimento e por terem cabimento legal”.
A empresa assegura que “até agora a greve em curso não teve qualquer reflexo no normal funcionamento da empresa e nos serviços que esta presta à população”.