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Entrevista: Jorge Rosa

Entrevista: Jorge Rosa

Festival Islâmico espera mais de 50 mil pessoas

Mértola marca encontro com o passado. A “vila museu” recebe entre 18 e 21 de Maio mais uma edição do Festival Islâmico. O evento celebra “a herança islâmica e o encontro de culturas de que a vila é sinónimo desde a antiguidade”, sublinha a Câmara, entidade promotora. O Festival promete “quatro dias intensos em que o nascer e pôr-do-sol são assinalados pela Comunidade Islâmica Espanhola, que mais uma vez se associa ao Festival, numa celebração cultural única, em que os valores da tolerância, da amizade entre povos e da liberdade estão em todas as iniciativas”. O presidente da Câmara de Mértola espera mais de 50 mil pessoas na vila durante quatro dias. O Festival é apontado como o maior evento cultural realizado no concelho.

Rádio Pax (RP) – O que espera desta edição do Festival Islâmico?

Jorge Rosa (JR)- O Festival Islâmico é uma iniciativa de dimensão internacional. O Festival já ultrapassou as fronteiras do nosso país. É o maior evento que a autarquia de Mértola organiza e envolve uma logística muito grande.

A Câmara começa a trabalhar muito cedo nesta iniciativa porque, para além do programa do Festival, temos que ter todas as condições associadas à sua realização. Nós preparamos tudo com muito cuidado.

Temos conseguido organizar, neste concelho, vários eventos de muita qualidade, entre eles, o maior, o Festival Islâmico. Não queremos de forma alguma perder qualidade. Queremos que todos aqueles que nos visitam durante o Festival não sintam defraudadas as suas expectativas e possam desfrutar de um bom Festival e de uma boa organização.

Mértola está na moda mas nós temos que conseguir manter a qualidade e o nível que atingimos nos eventos para que Mértola continue na moda.

Este é um evento muito grande mas nós temos uma equipa muito profissional, muito competente e muito experiente.

RP- Quantas pessoas são aguardadas este ano?

JR- Nas últimas três edições temos tido um volume de visitantes que estimamos em 50 mil. Este ano, tendo boas condições e um programa do Festival mais alargado com várias novidades, penso que poderemos ultrapassar este número.

RP- É um Festival que tem um grande impacto económico no concelho e na região?

JR- Sem dúvida alguma. Este Festival é uma manifestação cultural muito importante. Provavelmente é a mais importante que se faz ao sul do país e uma das mais importantes em Portugal ligadas a esta temática.

Dada a dimensão do Festival, há um número muito significativo de turistas, de académicos, de pessoas ligadas à cultura islâmica que se interessam pela iniciativa.

O Festival é muito importante para a economia local. Posso dizer que vários meses antes do início do Festival Islâmico há alojamentos totalmente reservados. E não são só os alojamentos do concelho de Mértola que tem cerca de 600 camas. Temos alojamentos reservados nos concelhos vizinhos como Almodôvar, Serpa, Alcoutim e Beja.

Nós conseguimos que a dimensão do Festival transcenda os limites do concelho.

RP- Este é um encontro de culturas exemplar?

JR- Sim. É uma manifestação de culturas que se complementam no mesmo espaço; um espaço que é comum a diversas culturas.

Nós fomos ocupados durante muitos anos pelos povos islâmicos. Esses povos tiveram uma vivência fantástica em Mértola.

Mértola deve, em parte, a sua criação a esta ocupação. A vila nesse período teve uma importância muito grande do ponto de vista militar e comercial. Na altura, Mértola beneficiou do estatuto de cidade.

Esse passado continua a fazer parte do nosso dia-a-dia, dos nossos costumes, do nosso vocabulário. Mértola tem vestígios fantásticos no seu Centro Histórico dessa ocupação.

Temos o Museu Islâmico, provavelmente, o melhor Museu que existe em Portugal sobre este tema. Temos uma Biblioteca que tem milhares de volumes, sendo talvez uma das mais importantes relativamente a esta temática. Temos um conjunto de interesses em Mértola sobre este mundo. Mértola vai conseguir afirmar-se melhor como a capital do mundo islâmico em Portugal. Ou seja, a terra onde os vestígios da ocupação desses povos são mais evidentes.

O Festival Islâmico não é uma recriação. Nós temos genuinamente uma parte da vila que passa a ser islâmica nestes dias com o mercado e com a animação de todos os que se deslocam daqueles países para o Festival. Nós passamos a ser islâmicos. Não há recriação nenhuma.

Transportamos Mértola até às suas origens o que é fantástico neste evento.

RP- O Festival não se esgota naquela que é a vertente mais visível, o mercado (souk)?

JR- As várias actividades que decorrem no centro histórico são muito importantes. No centro de tudo isso está o souk, que é o mercado, o atractivo principal, mas há muito mais actividades no programa ao longo dos dias do Festival. Temos desde workshop’s, danças, filmes, exposições, lançamento de livros e conferências.

Lembro que nós já começámos a desenvolver algumas iniciativas relacionadas com o mundo islâmico muito antes do Festival.

Durante o Festival vamos ter ocupações para todas as idades, para todas as pessoas.

Festival Islâmico apresenta várias propostas musicais

Durante quatro dias o Festival Islâmico dá a conhecer várias sonoridades.

No dia 18 de Maio, quinta-feira, pelas 22h30, actuam na Praça Luís de Camões, Sebastião Antunes e Bruno Batista. Os músicos vão apresentar Omar Khayyam.

No dia 19, sexta-feira, o destaque vai, às 22h30, para o concerto de Pedro Mestre e campaniça do despique com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento, no Cais do Guadiana. Ainda na sexta-feira actuam “ Les filles de Illghadad”. Trata-se de um duo do Sahel, região Africana compreendida entre o Sahara e a Savana Sudanesa. A noite fecha com o grupo “Aqui Há Baile”.

No dia 20, Sábado, pelas 22h30, há para ouvir ritmos de Marrocos e Espanha. No Cais do Guadiana actuam Hamid Ajbar Sufi Ensemble e Kel Assouf. A noite encerra com Omiri, na Praça Luís de Camões.

Festival Islâmico de olhos no céu

O Festival Islâmico convida a uma descoberta do céu e das estrelas no Castelo de Mértola. Nos dias 18 e 19 de Maio, por iniciativa da Câmara Municipal de Mértola e da rede DarkSky® Alqueva, vão realizar-se várias observações nocturnas.

No dia 18 de Maio, pelas 00h30, é feita a observação da Lua com DarkSky® Alqueva.

No dia 19, à mesma hora, há conversas com as estrelas orientadas por Susana Gomez do Campo Arqueológico de Mértola e por Miguel Claro, fotógrafo oficial do DarkSky® Alqueva.

Câmara de Mértola desafia artistas a pintarem Festival

Durante o Festival Islâmico, a Câmara Municipal de Mértola convida os Urban Sketchers a desenharem o Festival. O desafio é, segundo o Município, “retratar no papel as vivências, as cores e as texturas, as ruas do centro histórico, as gentes do souk, o rio e toda a ambiência que caracteriza o festival”.

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