A Estrada Nacional 390, que liga Odemira a Santiago do Cacém, está cortada desde fevereiro e está a gerar forte contestação junto da população e autarcas locais. O encerramento deve-se a uma derrocada provocada pelo mau tempo, mas mais de um mês depois continua sem prazo para reabertura.
Face à situação, a Junta de Freguesia de Cercal do Alentejo convocou um protesto para este sábado, exigindo a rápida reparação da via. A iniciativa deverá reunir população, autarcas e representantes dos municípios afetados, num percurso a pé até ao local da derrocada.
O corte da estrada está a causar impactos significativos, sobretudo ao nível das deslocações diárias e da atividade económica. Empresas e trabalhadores são obrigados a percorrer trajetos alternativos muito mais longos, o que se traduz em maiores custos e perda de tempo.
Também as populações de Vila Nova de Milfontes estão a ser afetadas, numa altura em que a mobilidade já se revela exigente. A situação agrava-se ainda com a aproximação da época de incêndios, aumentando preocupações ao nível da segurança e da proteção do território.
Apesar dos contactos realizados pelas autarquias, continuam sem resposta concreta sobre prazos ou soluções. A Infraestruturas de Portugal indica que ainda está a avaliar as condições do terreno, após sondagens recentes, para definir a intervenção necessária.
Até lá, mantêm-se alternativas rodoviárias e medidas de sinalização no local, mas a população exige uma resposta rápida para repor a normalidade numa via considerada essencial para a região.