A ampliação do Hospital de Beja volta à ordem do dia.
Depois de Pedro do Carmo, deputado do PS e de Gonçalo Valente, deputado da AD, terem trocado acusações sobre esta matéria, a Federação do PS diz que o projeto “corre o sério risco de ficar perdido dentro de uma qualquer gaveta do Ministério da Saúde”.
Em causa está o facto de no Orçamento do Estado para 2026 não constar qualquer referência à ampliação do Hospital de Beja.
A Federação lembra, em nota enviada à Rádio Pax, que “a ampliação e requalificação do Hospital José Joaquim Fernandes foi despoletada no último Governo do Partido Socialista, nomeadamente em 2023, quando o então Secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, assinou um despacho a oficializar o início de todos os estudos técnicos com vista à realização da obra, que representará um investimento superior a 118 milhões de euros, incluindo a construção de um novo edifício hospitalar, a eliminação das atuais estruturas pré-fabricadas, a reorganização funcional dos serviços existentes e a criação de mais serviços clínicos em Beja”.
A Federação do PS adianta que “depois de o projeto iniciado em 2023 ter ficado inscrito e dotado financeiramente no OE de 2025, o Governo da AD decidiu remover para 2026 qualquer referência a esta intervenção dos documentos provisionais do Estado Português”.
Esta é uma ação que, segundo os socialistas “parece violar as boas práticas orçamentais que obrigariam à inscrição no OE de 2026 de projetos cujo prazo de execução se prolongue por vários anos civis, devendo constar do Quadro Plurianual das Despesas Públicas (QPDP)”.
Perante o que diz ser “a névoa que paira em torno deste projeto”, a Federação do PS questiona qual é a taxa de execução do investimento realizado até ao momento dos 11,8 milhões de euros cabimentados no OE de 2025 para o Hospital de Beja.
Por outro lado, quer saber “por que motivo o Governo mantém no Quadro de Investimentos Estruturantes da Saúde o financiamento de projetos como o do Hospital do Algarve ou de Barcelos, por exemplo, e, em simultâneo decide remover do documento a ampliação e requalificação do Hospital José Joaquim Fernandes”.
Por último, a “fazer fé nas recentes afirmações do Deputado Gonçalo Valente, o PS pretende saber em que documentos oficiais estão plasmadas as transferências de verbas necessárias para que a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) possa ter condições de suportar os custos com este investimento”.