O certame regista um número recorde nesta edição. No pavilhão central estão expostas dezenas de armas de caça.
Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola lembra que “começámos com dois armeiros na Feira. Chegámos a ter 5 e neste momento temos 6 ou 7 armeiros na Feira”.
O autarca não esconde o orgulho de ter grandes vendedores de armas no certame pois “alguns só fazem uma ou duas feiras e escolhem Mértola porque sentem que neste certame ( ) têm qualidade e visitantes”.
Algumas das marcas presentes escolheram Mértola para apresentar as últimas novidades. Luís Fonseca, distribuidor da Browning, trouxe uma arma que assinala o aniversário da marca. Trata-se de uma edição limitada no valor de cerca de 2 mil e 500 euros. A “Browning Bar”, recentemente lançada, faz a sua primeira aparição nacional na Feira da Caça de Mértola. A arma tem captado a atenção de muitos visitantes.
Não menos discreto é um modelo Beretta, fabricado em Itália, exposto noutro stand. A caçadeira, vendida num luxuoso estojo, custa 23 mil euros. Apesar do preço não estar ao alcance de todos os caçadores, garantem-nos que existe procura e armas com valores bem mais elevados. Algumas estão disponíveis em catálogo e o valor só é revelado sob consulta.
Os preços das armas expostas na Feira variam entre os 500 e os milhares de euros. No certame é também possível adquirir armas usadas, mais baratas.
Se aos custos de aquisição de uma arma se juntarem os acessórios (uma ótica pode custar 3 mil euros) facilmente se conclui que se trata de uma prática cara.
Saltar da cama de madrugada, palmilhar quilómetros a pé, enfrentar o frio e encarar a chuva na perseguição a uma espécie cinegética é para muitos uma paixão que justifica o investimento.
A crise, a falta de caça, as exigências legais e os custos associados a esta prática têm “expulsado” muitos caçadores dos campos.
Ainda assim, esta atividade tem uma grande importância socioeconómica, a julgar pelo número de visitantes da Feira da Caça de Mértola.