Em Ferreira do Alentejo, a tomada de posse dos órgãos da freguesia ficou marcada por divergências entre o PS e a CDU, depois das eleições autárquicas em que ambas as forças políticas elegeram quatro mandatos cada, e o Chega conquistou, pela primeira vez, um lugar na Assembleia de Freguesia.
Em comunicado, a CDU afirma ter proposto ao PS uma solução equilibrada, com um executivo composto pelo presidente e um representante de cada partido – ou seja a presidente eleita pela CDU, um vogal do PS e um vogal da CDU – alegando que a proposta refletia “com justiça a confiança dos eleitores”. Os comunistas acusam o PS de ter rejeitado essa proposta e de preferir incluir o eleito do Chega no executivo, o que consideram uma “distorção da vontade popular” e um “entendimento contrário à lógica democrática”.
Já o PS acusa a CDU de inviabilizar a constituição da Junta e da Assembleia de Freguesia, por não apresentar uma proposta viável, sublinhando que a CDU “não obteve maioria” e “pretende controlar o executivo em contradição com os resultados eleitorais”.
Os socialistas defendem que a composição equilibrada da Junta não resulta de acordos partidários, mas da “participação das pessoas eleitas pelo povo”, e recordam que, em 2005, numa situação idêntica em que o PS ganhou a junta, a CDU aceitou uma solução semelhante.