O STAL, Sindicato que representa os trabalhadores da Administração Local e Regional, decretou uma greve ao trabalho em regime de prevenção na EMAS-Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja.
É abrangido o trabalho extraordinário realizado ao abrigo daquele regime e os períodos de prevenção escalados entre os horários normais de trabalho.
A greve arrancou estas segunda-feira e prolonga-se até à revisão do regime de pagamento e atualização dos valores do trabalho extraordinário.
O Sindicato acusa a administração da EMAS de “tentar impor ‘serviços máximos’, em claro desrespeito e negação do direito à greve, consagrado na Constituição”.
“É sua intenção transformar o piquete em ‘serviços mínimos’, para tudo e mais alguma coisa, ou seja, manter os serviços normais, negando, na prática, a todos os trabalhadores ‘escalados’ o exercício de um direito fundamental, o que o STAL e os trabalhadores rejeitam liminarmente”, diz o Sindicato em nota enviada às redações.
O STAL diz que está em causa o pagamento, no mínimo, de 180 euros por mês, independentemente do número de escalas de prevenção em que os trabalhadores estejam integrados – valor que representa 0,1% do orçamento da empresa e cerca de 7% dos resultados registados em 2024 (284 mil euros) –, bem como o direito a sair do referido regime de disponibilidade.
A administração da EMAS recusa-se a discutir estas reivindicações, lamenta o Sindicato.